Qual é a sua marca?.
Postado dia 23.03.2008
Existem marcas que acompanham o consumidor durante toda a sua vida. Existem consumidores que utilizam ou consomem uma determinada marca durante todo período de sua existência, sem trocá-la jamais.
Existem marcas que sobrevivem mais do que as próprias empresas. Não é raro lembrar de marcas que realmente marcaram época e que hoje não existem mais.
O grande segredo do sucesso de uma marca é o processo anterior a sua criação. O que caracteriza o sucesso ou o fracasso de uma marca é a maneira com que ela é apresentada ao seu consumidor alvo. Uma marca mal planejada e mal construída está fadada ao fracasso, enquanto uma marca bem posicionada, contendo todas as características objetivas e subjetivas almejadas por seu consumidor pode durar por toda a eternidade. Uma marca adquire vida e gera sentimentos no momento em que entra em contato com o consumidor e por este motivo é preciso necessariamente conhecer público para qual a marca está se dirigindo, desde o início do processo de concepção.
Outro fator agravante para o sucesso de uma marca é a continuidade. Não adianta simplesmente criar uma marca de acordo com o público que ela deve atingir, mesmo sendo planejada, estudada e bem elaborada, se não houver um acompanhamento constante. Manter uma marca é tratar diretamente com o comportamento do consumidor. O consumidor é um ser humano mutável como qualquer outro e, sendo assim, seus hábitos e desejos de consumo evoluem constantemente. É preciso sempre estar em contato com seu público, e este contato se dá através de campanhas de apoio, promoção de novidades e criação e reformulação de conceitos referente à marca e ao produto em questão, para que seu consumidor se sinta sempre atraído e motivado a carregar uma carga de sentimentos de determinada marca em sua bagagem cultural e emocional. Uma marca deve, depois de consolidada, criar periodicamente a necessidade de consumo.
Mas o mais importante antes de qualquer processo supracitado, é saber: QUAL É A SUA MARCA?
Só sabendo qual é a sua marca é possível definir todos os parâmetros necessários para obter um relacionamento sólido, sincero e próspero com seu consumidor. É um relacionamento como outro qualquer, como um relacionamento amoroso por exemplo: dificilmente uma pessoa encontra alguém que lhe agrade por completo sem antes refletir sobre quem realmente é, sobre seus desejos e suas vontades. Com uma marca é a mesma coisa. Sabendo qual é a sua marca você consequentemente têm o embasamento necessário para começar a estudar uma forma de atingir o seu público. Como já foi dito, o relacionamento entre a marca e o consumidor alvo é um relacionamento como outro qualquer, que exige uma grande elaboração inicial e um cuidado constante. A diferença é que para elaborar um conceito, criar uma marca e manter este contato com público existem empresas como o Estúdio Buteko que prestam assessoria em criação, reformulação e manutenção de imagem empresarial. Já em um relacionamento amoroso por exemplo, é cada um por si e o amor contra todos.
Outra diferença é que o relacionamento marca/consumidor exige um grau muito maior de confiança. Afinal, é ou não é preciso ter uma tremenda dose de confiança para tomar um líquido preto, cheio de bolinhas que fazem arder a garganda, de dentro de uma lata na qual não se enxerga o que tem dentro?
Mário Pertile
Marca, sentimento e carro velho.
Postado dia 16.11.2007
*Artigo publicado com autorização do cliente quase citado.
Leva mais tempo e exige muito mais trabalho e investimento reformular e/ou "levantar" uma marca que vem sido mal assessorada há anos do que criar uma marca totalmente do zero para uma empresa nova, podendo-se assim fazer todo o planejamento estratégico para então formular a identidade visual. Não é preciso ser doutor, ou melhor, não precisa nem terminar o segundo grau pra pelo menos ter uma noção disso.
Eu nunca tinha parado para pensar em qual seria a sensação de se pegar uma marca mal gerida há mais de 20 anos, reformular toda a identidade visual da empresa, trabalhar o marketing interno e externo durante 3 anos, levantando seu status perante a comunidade, dobrando o número de clientes e fidelizando os antigos, e depois de tudo andando nos conformes, por motivos administrativos e investimentos em outros ramos, o cliente decide fechar a empresa. Até aí nada de anormal, o trabalho do Estúdio foi cumprido, fechou-se um ciclo, blá blá blá. Depois de alguns meses, o cliente resolver passar a marca, que já está registrada nos conformes, adiante, vendê-la para uma nova empresa que está sendo aberta no mesmo ramo. Vender a marca e todos os materiais já criados. Sendo solicitados, começamos a reunir todo o material da empresa desde que assumimos, como um trabalho normal.
Abrindo cada arquivo para confirir antes de relacioná-los (em uma pasta com infinitos arquivos), comecei a lembrar do dia em que foi criada cada peça. A situação em que a empresa estava, qual era o problema, a urgência e como nos viramos em 20 para poder cumprir os prazos e, no final, tudo terminava bem, gerando ótimos resultados e a cada vitória, a cada problema resolvido, uma comemoração. Uma empresa que cresceu junto conosco. Enfrentando dificuldades como qualquer empresa nova e utilizando os conhecimentos de marketing e design dos profissionais do Estúdio Buteko, conseguia contornar boa parte deles.
Sabe quando tu tem o primeiro carro, que não é do ano mas é lindo, e que tu sabe que vai passar muito tempo da tua vida dirigindo ele, passando por viagens com amigos, pegações com namoradas(os), acidente, ficar empenhado na rua, enfim, tudo que um primeiro carro tem direito. Mas chega o dia em que é preciso vendê-lo em prol de um negócio maior, mais rentável e mais estável mecanicamente. Existe um momento crucial na relação entra o dono e o automóvel, até para os menos apaixonados: a hora sempre adiada de limpar todos os cantinhos do veículo milimetricamente para levá-lo a concessionária. É uma sensação indescritível. Dolorosa, que engasga. Tentamos ser racionais, mas lembramos de cada rasgão no tapete, de cada sinaleira quebrada, de cada furo no estofado causado por caronas fumantes, de cada rebimboca da parafuseta que nos deixou na garagem sujo de graxa por vários finais de semana...aí escorre a lágrima, que logo é enxugada, disfarçada. Depois disso, já na concessionária, o cheque mate..."Quanto tu paga por ele?"
É meus amigos...pelo menos emocionalmente, as marcas se parecem muito com os carros...
Mário Pertile
O Gato Mia, O Cachorrinho Late.
Postado dia 31.10.2007
Ainda bem que não tenho filhos. Não que eu não goste de criança, muito pelo contrário. Gosto muito dos ranhentinhos, mas só até aquela idade em que eles começam a querer testar a gente, aí eu já mando pro espaço, mas enfim...
Digo "ainda bem que não tenho filhos" pelo simples fato de que o mundo está pior a cada dia. E não falo só sobre aquecimento global, tsunamis, tráfico de drogas, tiroteio e essas tranqueiras todas...Falo do carater das pessoas, falo de não saber, como citado em artigo anterior, o que explicar para meu filho porquê um velho idoso está pendurado numa corda pelo pescoço. Não saberia explicar pro meu filho que roubar é feio e mau quando roubassem o boné que ele comprou juntando a mesada de um mês. Meus pais souberam me explicar, e eu os admiro por isso pois sinceramente não saberia o que dizer.
Agora, falando de assuntos mais recentes ao assassinato de Saddam Russein, e mais próximos, gostaria de saber o que se passa na cabeça de uma criança que ouve todos os dias que refrigerante faz mau, que derrete os ossos, que dá não sei que "ite" no estômago, etc etc etc etc etc etc, e que, enquanto brinca com seu "Hot Wheels Força Total da Pista Cobra-Aranha do Pantanal Matogrossense", ouve Willian Bonner dizendo que encontraram soda cáustica e água oxigenada no leite.
Após caírem por terra todos os valores morais e psicológicos transmitidos pela família à criança, e uma breve explanação dos pais sobre os dois produtos, no mínimo a criança vai pensar que a partir de hoje seu estômago vai ficar loiro e se dissolver aos poucos...
Para finalizar, aos que dizem que refrigerante engorda...O elefante é fã de outra coisa...
Mário Pertile
PAN 3054.
Postado dia 18.07.2007
Este artigo é isento de qualquer protesto, condolência ou teoria conspiratória. Isento de qualquer opinião contrária ou favorável a qualquer partido político, empresa ou organização. É simplesmente um texto que expressa a única coisa que resta um dia a todos nós, e que não é matéria. Sentimento.
Diego Hipólito girava vertiginosamente em saltos duplos, triplos e soltava suas piruetas, caindo com classe e muita técnica no solo, demonstrando uma leveza ímpar digna de um campeão mundial. A torcida, ensandecida, berrava seu nome em coro, para a vibração do atleta. O calor da torcida é algo incomparável e realmente surpreendente, por um esporte até pouco tempo (digamos que, até alguns meses antes do PAN) desconhecido ou por que não dizer insignificante para o grande público.
Um anônimo dá um caloroso salto mortal pra frente. Literalmente. Sem platéia. Sem glamour. Sem leveza, pois provavelmente é seu primeiro e último salto. O calor se deve as chamas caóticas de cargas destroçadas que seriam despachadas para lugares distintos. A sensação deve ser indescritível. Saltar em queda livre até sentir seu corpo esmagado pela pressão exercida na parada brusca. É como se o mundo inteiro despejasse suas águas nas costas do cidadão trabalhador que foge da morte, para a morte. Ah, falando em água, parabéns para a natação...
Na mesma intensidade da torcida de Diego Hipólito, está um tio no pronto socorro, torcendo pela vida do sobrinho, outro atleta anônimo que se aventurou na prova dos 3 andares. A bacia quebrada é a melhor notícia. Neste caso, uma bacia quebrada é sorte.
Uma mãe desespera-se na arquibancada. Thiago Pereira é o motivo, com duas medalhas no mesmo dia. Em congonhas, o sentimento adverso de uma mulher, igualmente mãe e igualmente sem voz, que desespera-se ao perceber que suas duas medalhas, seus dois tesouros e suas lembranças, não são nada mais além de cinzas. Nada mesmo. Quarenta e cinco minutos atrás seus filhos embarcaram para uma viagem ao infinito.
Finalizando, medalha de ouro para o revezamento do corpo de bombeiros. É nessas horas que damos valor a este tipo de serviço que existe para servir em desastres. Que seus cérebros sejam sábios ao ponto de não registrar as imagens que enxergam cada vez que são acionados.
Quanto a verba liberada à realização do PAN, este texto não tem intuito de protesto, como supracitado. Mas é um texto bastante pessoal. Então, que peguem o PAN e enfiem no cú.
Mário Pertile
O Confronto.
Postado dia 02.05.2007
Acessando partes um pouco verdes da massa encefálica, aqueles pontos que ainda tem cheirinho de carro novo, em devaneios improdutivos (ou não) sobre a teoria do observador perfeito (em que para tal não existe presente, passado ou futuro e sim um único tempo, como um círculo ao invés de uma linha), comecei a pensar em como seria envelhecer, perder os amigos, parentes, animais, enfim, ficar completamente sozinho. Há mais chances e você morrer antes do que sobrar para contar histórias. Mas caso sobre, para mim, este é o verdadeiro juízo final.
Sem aparências para sustentar, com o ego já falecido ou em processo de, sem pessoas para cobrir nossas atitudes ou ideologias. É nesta hora, frente a frente consigo mesmo, que possivelmente começaremos a avaliar toda nossa trajetória até lá (isso se não formos atingidos antes por alguma doença que afete a memória ou o bom desenvolvimento da consciência). Então, começaremos a avaliar todas as vezes que mudamos de opinião, que mudamos de partido político, que mudamos de time, que mudamos de lado nos negócios, que mudamos de amizades, todas as injustiças que cometemos, todas as finais de campeonato em que gritamos gol e também todos os jogos de várzea em que nos decepcionamos com nosso time, todas as idéias fracassadas que tivemos e executamos assim como as idéias boas. Lembraremos dos porres homéricos e das palhaçadas ridículas conseqüentes dos porres. Lembraremos das mulheres que ficamos e dos amigos que perdemos por causa delas. Também lembraremos das brigas com as mulheres e da reconciliação com os amigos de verdade. Lembraremos das indiadas com os amigos, ou com a família. Lembraremos da barraca encharcada, da casa na praia de madeira caindo aos pedaços, com goteira e baratas, que deveria ser de material. Lembraremos do mês de chuva na praia, e do próximo mês de Sol escaldante na volta das férias. Lembraremos dos ossos fraturados, das doenças fatais, venéreas e das gripezinhas. Lembraremos que o ditado “antes só do que mal acompanhado” às vezes não é tão certo assim. Lembraremos do Tantantaaan da música do Airton Sena, independente da idade. Lembraremos, como acontece agora, de brinquedos analógicos que tinham mais graça que botões e cristal líquido. Lembraremos da era sem controle remoto como se fosse a maior maravilha. Lembraremos de programas de TV e desenhos animados e contaremos com o maior orgulho “eu assistia isso na minha época”...
Também pensaremos quando estivermos no meio deste momento de resgate que está na hora de ir ao banheiro, mas logo lembraremos que estamos de fralda e que isso faz parte do passado. Lembraremos da nossa mãe, do nosso pai, que envelheceram com dignidade ou não, que morreram com dignidade ou não, mas que existiram e que de alguma forma especial e exclusiva deles tocaram nosso coração e nos ensinaram muitas coisas. Dar-nos-emos conta de que no frigir dos ovos “nós somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Dar-nos-emos conta de que o que vale na vida são as palavras que deixamos e que depois que fecharmos os olhos para dar início a putrefação estas palavras serão pronunciadas mais umas duas ou três vezes no enterro; e com sorte, mais algumas vezes em situações parecidas, com aquele prefixo “o fulano sempre dizia...”. Pode até virar jargão. Independente da largura das costas, todos apodrecerão e não restará mais nada além de palavras.
Frente a toda essa bateção de cabeça sem mérito algum, resta-me deduzir que a único motivo de levantarmos todos os dias pela manhã é ditarmos nosso passado. Tudo o que fazemos em nosso dia-a-dia é apenas para que possamos lembrar no futuro. Ou seja: o presente (é, enquanto você está lendo este texto) já nasce na verdade parte do passado e o real presente pode ser considerados como “presente” propriamente dito apenas no futuro, quando estivermos neste momento nostálgico em um encontro conosco mesmo.
Resumindo, devemos cuidar bem do nosso passado, porque pode ser a única coisa que teremos no futuro.
E eu não quero ter medo deste confronto.
Mário Pertile
Saddam Hussein Is Rock 'n Roll.
Postado dia 27.12.2006
Não. Não estou defendendo Saddam Hussein. Tão pouco concordando com os crimes hediondos que o ditador sósia de Walter Matthau arquitetou e executou. O que estou propondo com este artigo é um questionamento das formas de se cortar o mal não tão pela raiz. Estamos a 30 dias de presenciar a morte de uma pessoa de setenta anos de uma forma arcaica e humilhante, ainda mais para um chefe de Estado, capturado em uma guerra injusta e ilegal, sendo que a Onu não aprovou os primeiros ataques ao Iraque no dia dezenove de março de dois mil e três, proferidos pelo senhor da guerra George W. Bush. A guerra no Iraque matou mais americanos que os eventos de onze de setembro de dois mil e um. Então uma guerra que teria o intuito de ir contra todo um regime ditatorial e cruel, de uma forma imposta que nem um vizinho do lado tem o direito de invadir a casa alheia, acaba por ser mais cruel ainda para os Estados Unidos do que os próprios atentados “terroristas” (que segundo inúmeras teorias de conspiração, algumas comprovadas através de documentos no documentário 911 – Loose Change, os próprios Estados Unidos teriam confeccionado os planos de ataque para o World Trade Center) que impulsionaram e deram origem a guerra. A lógica foi pro espaço.
A Cobra Maldita
Agora, relembrando a história que não mente, muitos outros movimentos, ditatoriais ou não, sofreram represálias por exércitos treinados ou comandados pelos Estados Unidos, com a equivocada idéia de que eliminando-se o líder, o movimento se extinguiria. Um grande exemplo disso é a revolução zapatista de 1910 que derrubou o ditador Porfírio Diaz então no poder, apoiado pelo governo americano durante trinta e cinco anos. Zapata foi assassinado em 1919 em uma emboscada governamental sob a filosofia de “cortando-se a cabeça da cobra, o corpo morre junto”. O que aconteceu foi uma grande resistência de camponeses ligados ao exército insurgente de Emiliano Zapata, mantendo até os dias de hoje o Exército Zapatista de Libertação Nacional (http://www.ezln.org.mx/), movimento que propõe justiça aos índios mexicanos, verdadeiramente donos das terras chicanas, em comunidades independentes e auto-sustentáveis que seguidamente ameaçam o governo neo-liberal americano e o próprio governo do México na pessoa do ilustre Subcomandante Insurgente Marcos, líder do movimento. Corta-se a cabeça da cobra e no lugar nasce um herói imortal que sustenta o corpo tornando-o livre da putrefação causada pelo tempo. O mesmo aconteceu com Che Guevara que, no momento de sua captura, proferiu a seguinte frase: “Sou Ernesto Che Guevara e sou mais útil pra você vivo do que morto.”. Deveriam ter dado ouvidos... O comunismo continuou em Cuba de vento em popa, sendo ameaçado agora apenas pela morte de Fidel que se aproxima a cada dia.
Não é difícil prever os acontecimentos que sucederão à morte do líder macabro e assassino. Protestos, fogo, explosões, mais mortes, mais mortes, mais mortes. Infindáveis mortes.
E Agora Mãe?
Agora, de acordo com a perspectiva ética que aprendi desde pequeno, violência só gera violência e nada justifica o crime, neste caso, morte por enforcamento. Fico imaginando a notícia veiculando em cadeia nacional, com William Bonner e Fátima Bernardes narrando sensacionalmente os acontecimentos do dia no mundo, informando que Saddam Hussein foi morto por enforcamento, inúmeros reprises da notícia em diversos canais de TV e uma grande reportagem no final de domingo no Fantástico. Crianças estarão assistindo perplexas sem entender muito por que um velhinho daqueles tão mirrado e quase sem lucidez está sendo enforcado. Com que direito entram em um país sem realmente ter alguma rixa e capturam seu líder, enforcando-o após vários julgamentos e torturas psicológicas no cárcere? Sim, porque o exemplo que vimos dos soldados norte americanos humilhando meros soldados ou fiéis iraquianos são provas sob nenhuma suspeita de o que devem ter feito com o líder no período em que esteve preso.
“Meu filho, ele matou muita gente no passado, fez muita maldade e por isso o estão enforcando”. Com que idéia de justiça essa criança crescerá? No mínimo, olho por olho, dente por dente.
Está tudo certo. Saddam Hussein foi um filho da puta. Ponto. Cortemos a cabeça da cobra e esperemos o corpo se esvair em sangue de mulheres, crianças, avós, doentes, enfim, inocentes. E Bush não matou ninguém...
Mário Pertile
Crescimento do Seu Tubo.
Postado dia 27.11.2006
Estamos prestes a conhecer a nova era da comunicação. Nos próximos anos estaremos no presente, construindo o passado da televisão. É o mundo digital tomando conta. A televisão digital vai chegar, permanecer por alguns anos ou algumas décadas e posteriormente dará seu lugar a uma nova tecnologia. Paralelamente a isso, um arquivo universal compartilhado de idéias e memórias toma proporções gigantescas. Talvez não em valor. Talvez não em tamanho, mas sim, em reconhecimento. Em referência. Lembra aquela cabeçada de Zidane na copa de 2006? "Nah, não vi". É só procurar no You Tube. Lembra a cena memorável do Silvio Santos caindo dentro de um tanque cheio de água, no início da década de noventa? É só procurar no You Tube.
Agora, viajemos um pouco mais longe, mais pra trás. Vamos procurar um tema. Pode ser história mexicana. Revolução Zapatista, para ser mais exato. Digite Emiliano Zapata e você encontrará inúmeros vídeos do final do século retrasado, início do século passado, de Emiliano e sus comancheros fazendo estripulias pelas praças mexicanas. Isso prova que, em todo lugar que pode ter existido uma câmera, este pedaço de história pode estar no You Tube. Já virou jargão popular: "procura lá no You Tube".
O You Tube cresce a cada dia. Está cada vez mais se tornando uma referência de pesquisa cultural, e é aí que está o ponto chave: A interferência da mídia digital no cotidiano cultural. Talvez o you tube não interfira em nosso dia a dia fisicamente, mas no momento em que um assunto é posto em pauta em uma mesa e é gerada uma discussão em torno dele, este assunto pode ser considerado no mínimo importante.
Segundo Esmir Filho, um dos diretores do famoso e consagrado Tapa na Pantera, com mais de quatro milhões de acessos no You Tube, este site é uma ferramenta nova para a divulgação de trabalho, um novo tipo de mídia a ser explorada, cultural e comercialmente. Esmir também não descarta a possibilidade de o You Tube interferir culturalmente na vida das pessoas, no momento em que está tão em voga festas com musicas pop da década de 70 e 80. Esmir ressalta que é necessário haver muita responsabilidade antes de postar um vídeo no You Tube, pois em se tratando de um arquivo universal, todo e qualquer tipo de pessoa pode acessar, e nunca sabemos o que nossa atitude pode gerar.
A grande mídia que se prepare, pois o You Tube tem todas as armas para tomar conta do mercado digital publicitário, talvez com um novo produto ou com o próprio site You Tube. Tem público, tem tecnologia. Estamos aguardando as próximas parcerias.
Mário Pertile
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